Caixilharia: como escolher, melhorar o conforto e prolongar a durabilidade?

caixilharia

O que é caixilharia, e porque influencia tanto a casa?

A caixilharia é o conjunto de perfis e componentes que suportam o vidro e garantem o fecho, a estanquidade e a segurança da janela.

Quando o conjunto não é adequado, ou quando a instalação fica aquém do necessário, surgem correntes de ar, ruído e, em alguns casos, entrada de água.

Segundo a DECO PROteste, um bom vidro num mau caixilho terá um resultado ineficiente, tal como o inverso.
Exemplo prático, se sentir ar a entrar com a janela fechada, deve solicitar à empresa instaladora uma verificação no local.

PVC, alumínio ou madeira, como decidir com critérios?

A escolha do material deve considerar a exposição solar, o nível de ruído, a proximidade ao mar e a disponibilidade para manutenção. Também deve ponderar a estética, mas sem sacrificar o desempenho técnico.

Segundo a DECO PROteste, caixilhos de PVC são estáveis e pouco sujeitos a dilatações, proporcionando bom isolamento térmico e acústico.


Segundo a mesma fonte, o alumínio é muito condutor e, por isso, as janelas sem corte ou rutura térmica (as chamadas séries frias) são energeticamente pouco eficientes, sendo o corte térmico uma forma de melhorar esse desempenho.

Vidro simples, duplo ou triplo, e o que muda no desempenho?

O vidro influencia o isolamento térmico e o conforto acústico, mas deve ser escolhido em conjunto com o perfil e com o tipo de abertura. É a combinação, não apenas um elemento isolado, que determina o resultado final.

Segundo a DECO PROteste, os vidros duplos recorrem a duas folhas de vidro separadas por uma camada de ar seco ou gases raros, reforçando o isolamento térmico e acústico.

De acordo com a mesma fonte, os vidros triplos são semelhantes, com a diferença de incluírem três planos de vidro separados por caixa de ar ou gases raros.

Condensação, infiltrações e correntes de ar, sinais que exigem atenção

A condensação pode resultar de ventilação insuficiente, mas pode também ser agravada por deficiências de estanquidade ou por janelas com fraco desempenho.
Infiltrações, dificuldade em fechar e correntes de ar são sinais que não devem ser tratados como “normais”.

Segundo a DECO PROteste, a instalação correta é tão ou mais importante do que a seleção de um produto de qualidade e eficiente, e uma instalação incorreta conduz a mau desempenho térmico.

Exemplo prático, se após a instalação surgirem pingos de água, ou se sentir ar a entrar com a janela fechada, deve pedir uma visita técnica para correção.

Manutenção e limpeza, o que fazer e o que evitar?

A manutenção deve ser regular e suave, focada na limpeza de sujidade, na verificação de vedações e na observação de ferragens. ​Uma limpeza agressiva pode danificar acabamentos e reduzir a vida útil do conjunto.


Segundo a Extrusal, a lavagem dos caixilhos deve ser realizada com produto neutro, com pH de 5 a 8, aplicado com esponja macia, devendo o caixilho ser lavado com água limpa e seco com pano macio.

Ainda de acordo com a mesma fonte, os produtos utilizados na limpeza do vidro não devem entrar em contacto com o alumínio nem com acessórios, pois muitos contêm amónia e podem corroer o alumínio.

Periodicidade, e o caso das zonas costeiras

A periodicidade da limpeza deve ser ajustada ao ambiente.

Em zonas costeiras e em ambientes agressivos, a exposição a salitre e poluição acelera a degradação, e exige maior regularidade.​

Segundo a Extrusal, em ambientes agressivos, como proximidade marítima ou zonas com elevada poluição atmosférica, a limpeza dos caixilhos deve ser efetuada, pelo menos, em cada uma das estações do ano, ou sempre que a acumulação de resíduos seja notória.

Exemplo prático, em casas junto ao mar, a inspeção periódica das vedações e a limpeza dos carris ajudam a manter a janela funcional e estanque.

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